Atua como professora universitária nas áreas de Comunicação e Artes. É Doutora e Mestre em Comunicação e Graduada em Artes. É gestora de projetos educacionais e culturais. Realiza produções fotográficas autorais e vídeos experimentais. Atua como docente, pesquisadora, escritora, curadora, mediadora, palestrante. Atua como Parecerista e Avaliadora junto ao Ministério da Educação e Cultura-MEC e Secretarias Municipais de Cultura. Possui dois livros publicados com selo FAPESP.
A vídeo-poesia A-mar, O-mar e o Amor, 2003; traz como reflexão a relação e a interação que estabelecemos com as forças duais da natureza. O mar representa a maior superfície do nosso planeta e nesse sentido, faz parte da nossa memória atávica. Essa vasta massa líquida, composta de água e de sais perpetua em nós, sentimentos diversos como: amor, paixão, respeito, gratidão, beleza, aversão, medo, mistério, poder, temor, perigo e tantas outras sensações. Esse corpo liquido é representado em diversas culturas, enquanto território sagrado dominado por diversas forças e divindades, muitas vezes ambíguas ou mesmo contrapostas. Temos nesse repertório das significações, arquétipos ligados ao masculino e ao feminino. No idioma tupi-guarani encontramos a tradução da palavra mar, representada apenas pela letra Y que aponta por si, a um caminho de bifurcação e de ambiguidade. Nesse sentido, a vídeo-poesia vai trabalhar enquanto uma metáfora amorosa, que revela a dualidade da própria existência e assim, perpassa por aspectos do masculino e do feminino; yin e yang; quente e frio, Poseidon e Yemanjá e evidencia no espaço amoroso a experiência viva, fluída e verdadeira.